27 de set de 2015

Galo 2 x 2 Joinville - Eu não escolhi acreditar, o "Eu acredito" me escolheu

Jogo para ser lembrado pelo time e comissão técnica. Time brigando pelo título não pode perder pontos como fez o Galo. 

O jogo era fácil, e começou assim. Em 6 minutos o Galo conseguiu perder duas chances claras. Até que a partir dos 15 minutos, o arbitro resolveu mexer com as emoções de ambos os times. Não apitou faltas e não deu cartão, o que fez com que o jogo virasse pancadaria. 

Time pequeno desde quando nasceu, Joinville partiu para a ignorância, coisa normal na vida deles. Mas o Galo - como um time juvenil - entrou na pilha, não aceitou apanhar e com a conivência da arbitragem e resolveu revidar. Foi assim até o fim do primeiro tempo: Troca de agressões físicas e verbais. 

No segundo o Galo resolveu jogar. Fez seu gol e perdeu outros muitos lances de contra ataque. E em uma infelicidade da defesa, o adversário empatou e cresceu na partida. A porrada continuava a ditar o ritmo do jogo - quem batia mais, tinha a bola nos pés. E claro, o Joinville teve a posse de bola.

Em grande contra ataque, o Galo fez o gol, que poderia ser da vitória pois o relógio já ultrapassava os 35 minutos. Mas no lance seguinte o time dormiu, cedeu escanteio quando tinha a posse de bola e na cobrança, ficaram de costas até que viram a bola nos pés do jogador na entrada da área. E como a sorte não sorriu ao Galo, um jogador que ainda não havia feito nenhum gol na temporada, acertou um chutaço indefensável no gol de Victor. 

A partir daí o Galo viu que precisaria jogar mais bola, correu, lutou, apanhou e teve mais duas chances. Ambas incrivelmente desperdiçadas.

Resultado: Galo complica um jogo fácil, como faz desde 1908. E como desde lá a gente apoia o time seja onde for e em qual situação seja, vamos continuar com a corrente #UnidosPeloGalo e vamos juntos até o fim.

Não adianta reclamar agora. O time é esse, o treinador é esse e o escudo no peito é o nosso. Só nos resta torcer, acreditar e empurrar. Vamos na loucura e no grito: "Aqui é Galo, Porra".

E se nada der certo e não conquistarmos o título, que saibamos reconhecer a grandeza do Galo, que verá ser o seu maior desastre no ano, uma vice colocação do Brasileirão e ser o segundo melhor time do país. 

Victor (6,5): Fez o que pôde nas bolas que chegaram ao gol. E não foram duas apenas, foi um caminhão de chutes evitados de entrar pelo nosso goleiro.

Marcos Rocha (6,0): Ainda sem conseguir voltar pra marcar, Rocha da muito espaço na lateral direita quando volta para ajudar os volantes no meio. Fato que foi muito perigoso no último jogo, mas sem interferir no placar. Já hoje, teve um peso enorme. 

Léo Silva (6,5):  Jogou bem, foi seguro e ganhou bastante divididas. Em um lance, não conseguiu parar o adversário e é isso que fica após o final da partida. 99% de acerto, mas um erro crucial. 

Jemerson (6,5):  Se preocupou muito em bater, em chegar forte e isso foi essencial para manter o 0 no placar no primeiro tempo. No segundo, falhou no lance do gol junto do companheiro de zaga. 

Douglas Santos (6,0): Atacou bem, foi uma válvula de escape. Mas sozinho pelo lado esquerdo não conseguiu conter os adversários.

Rafael Carioca (6,5): Saiu bem com a bola, fechou os espaços, mas não conseguiu sair jogando.

Leandro Donizete (6,5): Jogando com a raça de sempre, Donizete brigou e bateu nos adversários. Apanhou muito também, mas sem a ajuda de outros companheiros, seu futebol foi ofuscado.

Dátolo (6,0): Não repetiu o bom futebol do último jogo, errou passes e saiu após um corte feio na canela.

Giovanni Augusto (5,5): Errou tudo que tentou fazer no jogo. Mandou cruzamentos para a arquibancada, errou dribles e conseguiu perder três chances na frente do gol.

Luan (7,0):  Correu e foi o motor alvinegro no jogo. Ajudou a marcação, voltou pra buscar a bola e estava na área para finalizá-las. Fez o primeiro gol, mas errou muito, tanto ofensivamente como defensivamente. 

Pratto (6,0): Não recebeu nenhuma boa bola em condições de finalizar. Saiu da área para ajudar os companheiros e serviu muito bem a Luan para abrir o placar. 


Imagem: site ESPN


Substitutos:

Josué (6,0): Entrou pra substituir o Carioca e manteve o fraco nível de atuação. Estava de costas no lance do segundo gol do adversário e foi responsável direto pelo empate.

Carlos (6,5): Brigou, correu, ajudou bastante ao ataque, mas não recebeu em condições de finalizar.

Thiago Ribeiro (6,5): Entrou e fez o gol que poderia ser o da vitória. Mas foi apenas isso.

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