26 de jul de 2015

Galo 1 x 0 Figueirense - Crônica e avaliação dos jogadores

  Com descreveu o Rica Perrone (não gosto dele, mas quando escreve sobre o Galo ele é certeiro e verdadeiro), o Galo transformou um jogo sem graça entre o líder e um time que briga contra o rebaixamento em um jogaço, digno de mata mata. 

  O Galo começou em cima, e se atirou ao ataque até achar seu gol. Subiu as linhas defensivas e se jogou em busca do gol. Tática e pensamento correto contra um adversário que veio para tentar um empate. O problema do Galo começou quando o adversário sentiu o campo de defesa do Galo aberto e se jogou em contra ataques perigosos, mas o primeiro tempo foi do Victor. Goleiro que acaba de renovar por mais 4 anos, fez defesas milagrosas, dignas de Santo, ou melhor, de Victor. 

  Galo não se encontrou no ataque no primeiro tempo, e o segundo não foi diferente, mas em uma bela jogada pela direita, Marcos Rocha foi inteligente e esperou o toque do infeliz zagueiro do Figueirense, que resultou em pênalti. Dessa vez, Lucas Pratto bateu e converteu. 

  Após o gol o Galo não segurou o impeto, e poucos minutos depois o Galo teve a chance do segundo gol, mas Guilherme desperdiçou. Guilherme aliás que entrou pra definir o jogo, estava afobado e com vontade de provar que merece ser titular, e apesar do péssimo jogo do Dátolo, Guilherme não conseguiu fazer melhor. Errou passes, lançamentos, domínio de bola e um gol feito, acabou ao mesmo nível do concorrente. 

  Galo se complicou nos passes, não conseguia segurar a bola e com isso o Figueirense cresceu, teve volume de jogo, mas não chegou a chutar em gol. Após a entrada do Cárdenas, o Galo foi outro, controlou mais a bola, prendeu ela e deu uma segurada no adversário. Ele trouce a tranquilidade que o meio campo precisava, tudo aquilo que o Levir não quer no time titular. Levir quer impeto, jogador agressivo e que parte pra cima. Pois após conseguir os gols é que o Cárdenas aparece. Cadencia e segura o jogo. Equilibra o time e acelera o jogo quando bem entender. Se pudéssemos unir a agressividade do Guilherme com lançamentos e passes rápidos, e a cadência do Cárdenas, teríamos o Ronaldinho (dada as devidas proporções de futebol, falando apenas em controlar o jogo, acelerando e esfriando). 

  Se em um jogo o Guilherme pode entrar e virar o jogo, partindo pra cima dos adversários, em outros o Cárdenas pode segurar uma vitória, reduzindo a agressividade do adversário e equilibrando o time. Elenco em pontos corridos é fundamental, e torcemos para que o Levir consiga não só montar um time com as peças que restaram, mas que controle a vaidade dos jogadores e que os façam se sentir importantes ao longo do campeonato que não está nem na metade. 
  
  Vaidade aqui não, aqui é Galo!!

Victor (7,5): Bastante exigido, foi seguro e salvou o Galo no primeiro tempo. 

Marcos Rocha (6,5): Voltando aos poucos de lesão e sem o mesmo ritmo dos demais, Marcos foi bem, apareceu bastante ao ataque e ainda foi inteligente para cavar um pênalti. Mas ainda precisa de ritmo para voltar a marcar e roubar mais bolas. Marcos ainda está dando bastante espaço em suas costas e com mais jogos vai readquirir forma e confiança, além de posicionamento e entrosamento com os companheiros. 

Leo Silva (7,0): Apesar de errar passes bobos e tocar "na fogueira" para os companheiros, Leo foi o melhor defensor do Galo, ganhando por baixo e por cima nas jogadas de ataque do Figueirense. E junto com seu companheiro de zaga, foi eficaz na cobertura dos laterais.

Jemerson (6,5): Pecou na saída de bola, mas soube se sobressair frente aos atacantes adversários. Ganhou várias bolas pelo ar e afastou bem o perigo. 

Douglas Santos (6,5): Não tão bem quanto em outros jogos, Douglas pecou bastante nos cruzamentos, mas foi bem na parte defensiva.  

Rafael Carioca (6,5): Não errou passes cruciais, mas no primeiro tempo não conseguiu levar a bola ao ataque com qualidade. A maioria dos passes foi recuos diretos para Victor, ou toques pros laterais.No segundo tempo cresceu, mas não conseguiu dominar a bola que bate na zaga, tendo a equipe adversária conseguido se aproveitar dessas bolas para dar uma pressão no fim do jogo. Não comprometeu e se saiu bem nas roubadas de bola.

Leandro Donizete (7,0): Conseguiu, no segundo tempo, dar aos laterais, a liberdade para atacar. Foi um verdadeiro cão de guarda e levantou a torcida em vários lances. 

Giovanni Augusto (6,5): Foi bem como em outros jogos, mas não conseguiu ser decisivo. Fez mais do mesmo, mas sem consequências de gol. 


Dátolo (5,5): Infelizmente pro time, e pra alegria dos que querem apenas estarem certos, Dátolo foi péssimo jogando como ponta esquerda. 



Thiago Ribeiro (6,5): Foi bem, posicionou-se bem, mas pecou nos cruzamentos


Pratto (8,0): Duas bolas na trave e um gol de pênalti. Isso só não diz o que foi o Pratto no jogo. Bem posicionado e ainda jogando como segundo atacante no segundo tempo, foi bem demais o agora maior artilheiro estrangeiro do Galo. 

Imagem: sougalo.com.br


Substitutos:

Carlos (6,5): Dessa vez entrou bem, jogou como atacante e não homem de área. Fez a bola chegar e ajudou o Galo a segurar o adversário.

Cárdenas (7,0): Entrou bem mais uma vez. Cadenciou o jogo, acelerou quando deveria e controlou o meio de campo que até então estava perdido no jogo. 

Guilherme (6,0): Que sempre cobra ser titular, mas quando vem entrando não corre ou briga pelo time. Tentou ser decisivo, mas parecia um juvenil, perdendo ótimos lances por querer dar assistências. Perdeu um gol feito e saiu frustado com o que apresentou. 




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