4 de mar de 2011

O Inesquecível Dadá!


Dario José dos Santos, ou Dadá Maravilha, esse é o nome de um dos maiores atacantes que vestiram a camisa do Galo, e um dos melhores em sua posição, no País, de todos os tempos.

O menino que nasceu em 4 de março de 1946, a 65 anos atrás, de país humildes do subúrbio do Rio de Janeiro nunca poderia imaginar os problemas que viriam pela frente, muito menos as Glórias e o Respeito de uma nação.

Com ainda 5 anos de idade, viu sua mãe matar o marido e pai das crianças, e teve que ir morar no Serviço de Assistência aos Menores.

Mais quem nasce para ser grande, não se deixa abater com os problemas da vida.

Fim dos abrigos, agora ele é quem tinha o controle da sua vida. Sempre zuado por ser alto e magro demais, Dario cresceu sozinho, e foi sozinho que venceu as batalhas do preconceito. Negro, magricelo e alto, usou toda sua raiva para fazer mal aos outros. Roubou, machucou muitas pessoas, descontou toda a raiva que sentia por ser abandonado pela mãe. Essa que uma vez veio em seu sono e despertou o verdadeiro Dario. O Dario Matador. Mas não um assassino qualquer. Nascia ali o Dadá.

Em 1965, Dadá foi para o Exercito. Lá Ele não parecia ter mudado, a rebeldia continuava. Dario ia ser expulso quando a sorte bateu a sua porta. Veio a chance de disputar um campeonato de futebol. Um acordo poderia mudar sua vida: Se vencesse o torneio, Dario seria retirado da solitária.

Saiu Dario e entrou Dadá.

Dadá, artilheiro da competição, e campeão do torneio. Conseguiu a Liberdade.

Dadá passou fome, teve que trabalhar cavando buracos para postes de luz. Mais Dadá agora tinha uma meta, ser jogador de futebol, pediu seu ex-treinador, Gardim, um lugar ao sol. Pela humildade demonstrada, foi atendido.
Mas Dadá não tinha técnica nenhuma e nem conseguia controlar a bola.

“O Gradim foi sincero comigo, disse que eu tinha 800 defeitos e duas virtudes. Uma impulsão maravilhosa e uma velocidade incrível” (MACHADO, 1999: 32)

Dadá foi artilheiro do Campo Grande, Corria e Saltava como ninguém. Dizia ele que a velocidade era de correr da policia, e a impulsão era de saltar sobre os muros.

Mais sua história não acabara por ali. Um diretor do Galo assistiu a um jogo do Campo Grande e viu Dadá marcar três vezes. Pronto, Dadá era do Galo!


Mas Dadá não foi ídolo desde o inicio, como na sua vida, teve que superar barreiras. Superou a desconfiança da Torcida e dos Companheiros. Ficou por um ano e meio na reserva.

O cruzeiro dominava naquela época mais Dadá acreditou que poderia derrotá-los. Yustrich foi o único que acreditou no garoto. Dadá foi crescendo e aparecendo. Viu chances de jogar surgindo e aproveitou todas. Nos dois primeiros jogos pelo clube, começou na reserva e entrou no final, fazendo sempre o gol da virada Atleticana. Foi então que Dadá conheceu a torcida do Galo e o Mineirão. Foi Amor a primeira vista!

Daí em diante a fama se espalhou e o nosso Dadá se tornou Dadá Maravilha, o peito de aço, o Beija-Flor.


Eu me identifiquei muito nos clubes onde passei. Mas o Atlético Mineiro foi especial. Se tiver que definir o Atlético, vou ficar perdido, é a pergunta mais difícil para mim. O Glorioso não é uma paixão, é uma religião, o atleticano é doente.
Se dissessem para escolher, entre o Brasil ser pentacampeão do mundo ou o Atlético ser campeão de qualquer campeonato, eu prefiro
que o Galo ganhe. Quando o Brasil joga e perde eu nem ligo, mas quando o Atlético perde eu não tenho vontade nem de comer.
Sou um vencedor no Atlético, se o clube participar de um campeonato de cuspe à distância, eu venceria. Com o uniforme preto e branco eu ganho qualquer campeonato. Na mesma proporção em que o povo mineiro me odiou, ele me amou. No Atlético, eu fui pai pela primeira vez, fui tricampeão do mundo e campeão brasileiro. Minhas maiores glórias na vida, conquistei com a camisa do Galo.
Dizem os intelectuais que o ódio e o amor se misturam, que eles vivem lado a lado, eu acredito que seja verdade, porque eu fui o homem mais odiado no Atlético, em compensação fui o mais amado.
Eu sou prova viva do amor e do ódio. Me lembro que o Atlético estava reformando o campo e nos treinos a torcida jogava pedra em mim. Me vaiaram e me mandaram embora. Depois tudo mudou. E olha que joguei pouco no Atlético, nos dois campeonatos nacionais que disputei fui campeão em um e artilheiro nos dois.
Eu me considero mineiro por devoção e por adoção. Todos os meus filhos são mineiros. (...)Fiz questão que todos fossem, porque eu me considero um também."

Dadá Maravilha.

Dadá ainda serviu a seleção e jogou em outros clubes, mas o que importa é que ele passou pelo Galo, não apenas passou, Veio e deixou sua marca nos corações alvinegros. Será lembrado enquanto o Galo existir.

Parabéns Rei Dadá Maravilha! Parabéns e Obrigado Por tudo!


*Fonte: Galo Digital

3 comentários:

Arrepiei todinha>Eh Galo só o Clube Atlético Mineiro é capaz de fazer algo tão lindo!Obrigada Jesus por ter me feito Atleticana....parabéns Dadá!!!!

muito obrigado por aquele maravilhoso GOLAÇO de 1971,uma verdadeira obra de arte

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